Usina Cultural Ettore Marangoni

Usina Cultural Ettore Marangoni | Rio Sorocaba

Usina Cultural Ettore Marangoni

Em 1909, em estilo inglês, foi inaugurado o prédio para abrigar a usina geradora de energia a diesel, construída a fim de movimentar as máquinas da Fábrica São Paulo da Companhia Nacional de Estamparia (Cianê). Como a empresa, que contribuiu para Sorocaba ganhar o status de “Manchester Paulista”, o prédio também se tornou parte da história do desenvolvimento industrial têxtil e da própria cidade.

Atualmente, o prédio se denomina Usina Cultural “Ettore Marangoni” em homenagem ao artista plástico Ettore Marangoni (1907-1992), e funciona como espaço cultural, recebendo espetáculos.

Com esta finalidade, foi inaugurado oficialmente no ano de 2000, mas passou por uma restauração sete anos depois, adequando-se para receber espetáculos múltiplos. Tombado pelo Conselho de Patrimônio Histórico Municipal em 1996, o majestoso prédio está à margem direita da Av. Dom Aguirre, sentido bairro, e chama a atenção principalmente à noite, pela sua iluminação especial.

Ettore Marangoni

Ettore Marangoni Autorretrato – 1982.

Ettore Marangoni nasceu na Suíça e se mudou para o Brasil aos 8 anos de idade, fazendo aqui os seus cursos de educação e aqui formando a sua personalidade.

Era um artista versátil, porque não aplicava seu talento em apenas uma forma de arte, mas em várias, como por exemplo, esculturas feitas nos mais diversos materiais, pinturas com as mais variadas técnicas e engenharia na produção de aparelhos.

Busto em gesso Ettore Marangoni – 1979.

Sua prioridade era informar, através de suas obras, a importância da valorização dos reais fundadores do Brasil, nossas origens e a força que o interior do estado de São Paulo teve no crescimento do país, em épocas nas quais éramos não só o berço das fundições de ferro, mas também das ferrovias (principal meio de transporte da época), da agropecuária e do crescimento industrial.

Nos quadros, Ettore tinha algumas características que definiam seu estilo de pintura; entre elas, a utilização de Eucatex e a frequente presença de cães nas cenas. Com seu estilo acadêmico e impressionista é pai de uma preciosa galeria de magníficas obras que retratam com fidelidade vários momentos históricos relacionados não só ao desenvolvimento do interior de São Paulo, como também à história dos tropeiros que arriscaram suas vidas explorando e descobrindo o Brasil.

Avenida Dom Aguirre

Dom José Carlos de Aguirre  Primeiro bispo de Sorocaba.

AAo longo do tempo, a avenida Dom Aguirre se transformou na principal via de chegada e saída da cidade, passagem obrigatória para motoristas de inúmeras localidades da região terem acesso a São Paulo.

A Avenida Dom Aguirre, mais conhecida como Marginal, já que está situada ao longo de grande parte do trecho urbano do Rio Sorocaba, recebeu esse nome numa homenagem ao primeiro bispo de Sorocaba, Dom José Carlos de Aguirre.

Dom Aguirre ficou conhecido como o bispo de idade avançada que por mais tempo governou uma diocese, e foi também o que mais ordenou sacerdotes: 48 padres e 230 religiosos.

“A Avenida Dom Aguirre é a mais importante via da cidade, pois interliga todas as regiões de Sorocaba.”

A Avenida Dom Aguirre possui mais de 10 km de extensão e é a mais importante via da cidade, pois interliga todas as regiões de Sorocaba.