Oficina Cultural Grande Otelo

Oficina Cultural Grande Otelo

Oficina Cultural Grande Otelo

Considerada referência para a cultura regional, a Oficina Cultural Grande Otelo é motivo de orgulho em Sorocaba. Alguns de seus projetos especiais, como os festivais Curta Teatro e Curta Dança, ganharam uma dimensão nacional.

Denominada “Grande Otelo” em homenagem ao famoso ator Grande Otelo (Sebastião Bernardes de Souza), o Oficina Cultural foi inaugurada em abril de 1994. Ali são desenvolvidos cursos gratuitos de artes plásticas, dança, desenho, história em quadrinhos, literatura e música. Também conta com ateliês, salas multimeios, laboratório fotográfico, espaço para exposições, camarins e auditório para 150 pessoas.

A Oficina está na Praça Frei Baraúna, onde ocupa o prédio do antigo Fórum de Sorocaba, construído em 1940.

Praça Frei Baraúna

APraça Frei Baraúna era um grande campo de vegetação verdejante, que no canto próximo à Rua Cesário Mota, havia três canhões semi-imersos na terra, remanescentes da Revolução Liberal de 1842, ocorrida em Sorocaba. Os canhões foram fabricados na fábrica de fundição de Ipanema (Fazenda Ipanema) e, posteriormente, dois deles transferidos para a Praça Arthur Fajardo e o terceiro, mais completo, levado para o Museu do Ipiranga.

Jardim Público Municipal - Frei Baraúna, que comandava o Mosteiro, doou a área para a implantação da praça.

A área pertencia ao Mosteiro de São Bento e abrigava parte do pomar e da horta de onde saiam os alimentos para os monges. Como forma de contribuição para o progresso da cidade, em 1864, Frei Baraúna, que comandava o Mosteiro, doou essa área para implantação da praça.

Na época havia uma grande figueira, onde habitava um bicho-preguiça que era atração das crianças sorocabanas. Foi ali, que em 1916 a Prefeitura de Sorocaba instalou o Jardim Municipal, popularmente conhecido como Jardim dos Bichos.

Era cercado por quatro grandes portões laterais fabricados na fundição de Ipanema. E possuía um lago com peixes ornamentais, viveiros com pássaros, um coreto onde, nos fins de semana, as bandas apresentavam-se e uma grande variedade árvores.

Para tornar o lugar ainda mais bonito, flores eram cuidadosamente cultivadas e a abertura ao público era das 6h às 19h. Os moradores, os jovens e as famílias faziam ali seus passeios e segundo o historiador Aluísio de Almeida, o local também era recomendado para quem tinha problemas respiratórios. Pouco a pouco os frequentadores foram rareando e o Jardim Municipal acabou desativado em 1930.

Obelisco da Praça Frei Baraúna

O obelisco da Praça Frei Baraúna é uma homenagem aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram na segunda Guerra Mundial na Itália. Inaugurado em 7 de setembro de 1948, o obelisco foi construído com a colaboração dos cidadãos para homenagear todos os soldados que integraram a FEB, especialmente os 109 sorocabanos.

Uma placa fixada no monumento, traz os nomes dos pracinhas sorocabanos que lutaram na guerra, sendo que dois deles – Martins de Oliveira e Cesário de Aguiar – estão assinalados com uma cruz, porque morreram em combate.

“Homenagem aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que lutaram na Segunda Guerra Mundial na Itália.”

Pracinha é um termo usado para denominar os soldados veteranos do Exército Brasileiro, que foram enviados para integrar as forças aliadas contra o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Os pracinhas, membros da FEB, combateram as forças neo-nazistas na Itália e participaram de importantes batalhas.