Museu Histórico Sorocabano

Museu Histórico Sorocabano

Museu Histórico Sorocabano

Éum espaço para preservar a memória da cidade e das pessoas que ajudaram a construi-la. Entre as comissões que se formaram para preparar as festividades pelos trezentos anos de Sorocaba, em 1952, uma delas tinha a incumbência de criar o Museu Histórico Sorocabano (MHS).

“Um espaço para preservar a memória da cidade e das pessoas que ajudaram a construi-la.”

Bonde - Trafegou em Nova York e foi doado ao Museu Histórico Sorocabano pela prefeitura de São Paulo em 1968.

Liderados pelo professor Renato Sêneca de Sá Fleury, os historiadores Aluísio de Almeida e Antônio Francisco Gaspar, entre outros colaboradores, conseguiram reunir um bom acervo em algumas salas do Gabinete de Leitura. Para eternizar a memória e a história sorocabanas, o Museu Histórico Sorocabano nasceu no dia 3 de março de 1954.

A principal finalidade do Museu Histórico Sorocabano é colecionar, conservar e apresentar em exposições para fins de estudo, educação e recreação, objetos, pinturas e documentos de significação histórica para cidade de Sorocaba e sua região. Dividido em várias salas, os visitantes podem transitar e conhecer o acervo. Geralmente, no saguão de entrada, são feitas exposições periódicas.

O acervo documental sobre a história de Sorocaba, da região e do estado de São Paulo está à disposição do público, sendo muito utilizado por pesquisadores das mais diversas áreas.

Casarão Quinzinho de Barros

Com a inauguração do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, o Museu Histórico Sorocabano se instalou no casarão que fica dentro do parque, onde permanece até hoje. Anexo ao Museu funciona também o Centro Cultural “Antônio Francisco Gaspar”, onde se encontra o Arquivo Histórico de Sorocaba. Construído em 1870, o casarão possui legítima arquitetura colonial.

A área onde está o Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” pertencia à tradicional família sorocabana Prestes de Barros, que doou o terreno à Prefeitura, que o transformou em zoológico.

Já o casarão onde está o Museu foi construído pelos escravos de João de Almeida Pedroso, que recebeu as terras da Câmara em 1771. Seu neto João de Almeida Prado, pouco antes de 1842, vendeu as terras ao então Coronel Rafael Tobias de Aguiar, o futuro Brigadeiro Tobias, que, por sua vez, doou para o senhor Francisco Xavier Paes de Barros, o Capitão Chico, quando se tornaram cunhados.

Joaquim Eugênio Monteiro de Barros - Conhecido como Quinzinho de Barros – foi o último morador do Casarão.

Construído em 1780, o casarão possui paredes externas em taipa de pilão e internas de taipa de mão. A cobertura é de quatro águas com telhas de barro do tipo “capa e canal” e os forros são de madeira, além de uma escada externa de arenito.

O mais curioso nessa construção colonial é o armário que existe no quarto do dono da casa, que ainda dá acesso ao forro e, no passado, ao porão, hoje aterrado. Essa dependência fez sucesso ao longo dos anos, pelo mistério em torno de sua utilização.

“O mais curioso nessa construção colonial é o armário que existe no quarto do dono da casa.”

Marquesa de Santos

Marquesa de Santos - Óleo sobre veludo – Miguel Geraldo Santos Jr.

Considerada a mulher mais influente e poderosa do Primeiro Reinado, Domitila de Castro Canto e Mello, a Marquesa de Santos, nasceu em São Paulo em 27 de dezembro de 1797, viveu na corte, tinha personalidade forte e sempre fazia valer o que pensava.

Casou-se duas vezes; entre um e outro casamento, foi amante de D. Pedro I, algo extremado para os padrões da época; tendo, inclusive, sido chamada de “grande libertina”.

O primeiro matrimônio foi com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, militar de uma patente equivalente à de segundo tenente em nossos dias, de cujo relacionamento nasceram Francisca e Felício. As brigas constantes do casal conduziram à separação, três anos mais tarde.

Conheceria a grande paixão de sua vida, D. Pedro I, em 1822. Apaixonaram-se e decidiram morar junto na corte, no Rio de Janeiro. Lá, a marquesa viveu por sete anos como a mulher mais poderosa do Primeiro Reinado.

Boneca Licocó - Em exposição no Museu Histórico Sorocabano.

Da união com o imperador, nasceram Isabel Maria (Duquesa de Goiás), Maria Isabel (Condessa de Iguaçu) e um menino chamado Pedro, falecido antes de completar um ano, nascido pouco antes do futuro imperador D. Pedro II.

A pedido da Imperatriz Leopoldina, Domitila foi nomeada “Dama do Paço” e, logo em seguida, receberia os títulos de Viscondessa e Marquesa de Santos. Com a morte da imperatriz, em 1827, a Marquesa de Santos esperava que D. Pedro I oficializasse a relação do casal com a celebração do casamento, fazendo dela, finalmente, a Imperatriz do Brasil. Mas isso não aconteceu. O Imperador ordenou a sua saída do Rio de Janeiro para casar-se com D. Amélia. A relação entre os dois terminou definitivamente em 1829.

Caixa de Costura - Em exposição no Museu Histórico Sorocabano.

D. Pedro I, contudo, não deixou a marquesa desamparada. Deu-lhe uma boa compensação financeira, e ela retornou a São Paulo. Mais tarde, conheceu o Brigadeiro Tobias, um dos homens mais abastados da província, com quem se casou em 1842 e teve seis filhos.

Quando chegou à terceira idade, a Marquesa de Santos dedicou sua vida a ajudar os pobres e os estudantes. Morreu aos 70 anos, vítima de enterocolite (inflamação do intestino delgado e do cólon). Seu corpo foi sepultado no Cemitério da Consolação, em São Paulo, cuja capela havia tido a construção financiada anteriormente por ela.