Catedral Metropolitana de Sorocaba

Catedral Metropolitana de Sorocaba

Catedral Metropolitana de Sorocaba

ACatedral Metropolitana de Sorocaba destaca-se não só em seus aspectos arquitetônicos, não apenas como um marco da fé do povo sorocabano… Nesta cidade que caminha para os seus quatrocentos anos, sua primeira igreja matriz foi a atual igreja de Sant’Ana, parte do complexo histórico do Mosteiro de São Bento.

A segunda é a atual Catedral Metropolitana de Sorocaba que foi construída em 1771, ano em que a imagem de Nossa Senhora da Ponte chegou de Portugal. Padroeira da cidade e da Arquidiocese de Sorocaba, Nossa Senhora da Ponte é invocação única no Brasil, ou seja, nenhuma outra cidade tem a santa como padroeira.

Alguém pode se perguntar, dentre tantas invocações marianas como Nossa Senhora das Graças, de Fátima, por que logo Nossa Senhora da Ponte tornou-se padroeira naquela Sorocaba de sonhos e tropeiros?

Nossa Senhora da Ponte - Ocupa o trono principal da Catedral.

A “ponte” que aparece nessa invocação refere-se a uma ponte erigida na cidade de Barcelos, em Portugal, numa rota de peregrinação a Santiago de Compostela. Ergueu-se, próximo ao local, uma capela a Nossa Senhora da Ponte, tornando-se um abrigo para os peregrinos.

“Padroeira da cidade e da Arquidiocese de Sorocaba, Nossa Senhora da Ponte é invocação única no Brasil.”

Também aqui, naqueles idos, acorriam muitos que sabiam que, atravessada essa outra ponte, era chegada Sorocaba, terra em que residia a esperança de muitos em uma vida melhor e que vinham render graças a sua Padroeira.

Muitas igrejas brasileiras trocaram de santo padroeiro, com o passar do anos, mas a Matriz de Sorocaba sempre se manteve fiel a Nossa Senhora da Ponte.

A Igreja

A primeira missa foi celebrada no dia 9 de fevereiro de 1783. Por dificuldades financeiras, apenas em 1812 as obras foram retomadas, com a chegada de operários vindos da cidade de Santos. Foi a primeira obra de pedra feita na cidade!

Muitas foram as reformas. A primeira delas, no final do século XIX, foi promovida por um nome muito conhecido dos sorocabanos: Monsenhor João Soares. Durante as obras, a Matriz funcionou na igreja de Santo Antônio, que existia no Largo homônimo, ao lado do Mercado Municipal.

Em 1924, a Matriz foi elevada a Catedral, por ter passado a receber a cátedra, a cadeira de um bispo. O primeiro a ocupá-la foi Dom Aguirre.

Julio Wieczerski Durski

Nessa cidade de tradição tropeira, construída por gente vinda de todos os lugares, muitos são os nomes daqueles que ajudaram a fazê-la essa Sorocaba moderna de hoje.

Nascido na Polônia, o menino Julio morou com os pais no Paraná e, doze anos após sua chegada, mudou-se para Sorocaba em 1875, contando vinte e quatro anos de idade.

Largo da Mariz -  Julio W. Durski, 1886 – retirada da torre da igreja.

A partir de 1878, após um período na capital, executou trabalhos fotográficos em Sorocaba; no ano seguinte, retratou as instalações da Fábrica de Ferro, sítio histórico pertencente hoje à Floresta Nacional de Ipanema.

A fase áurea de sua produção ocorreu no período de 1880 a 1885, quando registrou diversas imagens do município. Em 1884, por exemplo, uma série de fotografias sobre a construção da Estrada de Ferro Sorocabana levou-o a ser premiado com o diploma de mérito na I Exposição Provincial de São Paulo.

Em 1889, fundou a “Casa Durski”, uma tipografia-modelo, que fazia frente às de São Paulo, em sociedade com Francisco de Souza Pereira, importante negociante da cidade.

O fotógrafo faleceu em 22 de novembro de 1893, legando às gerações seguintes um patrimônio de valor histórico e artístico inestimável.